

CAOS : força criadora do Universo.
Caos era o deus grego primordial.
Representava a desordem inicial do mundo.
Segundo a cosmogênese narrada no mito,
com o surgimento de Eros começou a haver alguma ordem.
Caos representava, ao mesmo tempo,
uma forma indefinida e desorganizada,
onde todos os elementos encontravam-se dispersos,
e uma divindade rudimentar capaz de gerar.
Tal como a Terra em seus tempos originais,
nele estavam reunidos oselementos que compuseram
todos os seres – mortais e imortais.
De Caos nasceram Nix e Érubus
e ambos uniram-se para a geração de novas deidades.
No próprio Caos havia, entretanto,
a força capaz de trazer-lhe ordem:
Eros, tão antigo quanto os próprios elementos
dispersos no Caos.
Junto a ele, também Anteros.
São forças de coesão e separação,
espécie de yin e yang na visão grega dos primórdios.
Caos, junto com sua filha Nix, teria gerado as Moiras,
deusas do Destino, cego a todos os mortais
e deuses imortais.
* Cloto, em grego significa fiar,
segurava o fuso e tecia o fio da vida,
atuava como deusa dos nascimentos e partos.
* Láquesis sorteava o quinhão de atribuições
que se ganhava em vida.
Láquesis, em grego significa sortear,
puxava e enrolava o fio tecido.
* Átropos, em grego significa afastar,
ela cortava o fio da vida,
determinava o fim da vida
e jamais retrocedia depois de uma decisão.
Na mitologia grega, destino são as Moiras que,
na roda da fortuna, teciam a sorte dos homens e deuses,
e a cortava quando bem entendesse.
Nem mesmo o todo poderoso Zeus podia ir contra elas,
pois qualquer coisa que fizesse alteraria de modo definitivo
a sorte de todo universo.
No mito de Caos, a desordem uniu-se à noite
para criar o destino, que dizem ser cego,
sem visão física mas com visão espiritual.
O destino não sabe o que está em sua frente,
mas sabe o que vem pela frente.
Deus primordial, o Caos está na vida das pessoas
que se esquecem de viver bem o presente
para criar melhor o seu futuro.
Todos nós temos oportunidades de fazer as coisas certas,
das atitudes moderadas para construir
um futuro digno de um deus de verdade.
Porém se nos deixarmos corromper por pensamentos
e atitudes negativas, estaremos criando o nosso Destino,
deus cruel para aqueles que se esquecem que o Destino se faz.
Quem não cria seu destino e vai à cegas pela vida,
com certeza dá sorte ao próprio Caos.
Deuses Primordiais : Ligados á força da natureza,
são as entidades mais antigas.
Eram os Deuses Primordiais :
Caos ( início de criação ), Gaia ( terra), Urano ( céu ),
Ponto ( água ) , Tártaro ( subterrâneo).
GAIA : terra.
Gaia é a matriz da maioria das culturas
que denominamos indo-européias.
Há, em todas as mitologias, a crença no “sagrado”
na divindade da Terra,
a “Grande-Mãe”.
Na mitologia grega, Gaia (Géia) é a personificação divina da Terra
(como elemento primitivo e latente de uma fecundidade devastadora e infindável).
Segundo Hesíodo e sua Teogonia, ela é a segunda divindade primordial,
nascendo após Caos e foi uma uma das primeiras habitantes do Olimpo.
Como dissemos, sua potenciadade progenitora é tão intensa que,
sem intervenção masculina, dá a luz a Urano (seu filho e esposo),
às Montanhas e ao Mar.
Casada com o Céu, a Terra gera também os Titãs e os Ciclopes.
Absolutamente tudo que cai em seu ventre fértil ganha vida.
Potência feminina :
Livre de nascimento ou destruição, de tempo e espaço,
de forma ou condição, é o Vazio.
Do Vazio eterno, Gaia surgiu dançando
e girando sobre si como uma esfera em rotação.
Ela moldou as montanhas ao longo de Sua espinha
e vales nos buracos de Sua pele.
Um ritmo de morros e planícies seguia Seus contornos.
De Sua quente umidade,
Ela fez nascer um fluxo de chuva que alimentou
a Sua superfície e trouxe vida.
Criaturas sinuosas desovaram
nas correntezas das piscinas naturais,
enquanto pequenos filhotes verdes
se lançaram através de seus poros.
Ela encheu os oceanos e lagoas
e fez os rios correrem através de profundos sulcos.
Gaia observava suas plantas e animais crescerem.
Então Ela trouxe à luz de Seu útero
seis mulheres e seis homens.
Os mortais prosperaram ao longo do tempo,
mas estavam continuamente preocupados com seu futuro.
No início, Gaia pensou que era uma espantosa excentricidade
de sua parte, contudo,
vendo que sua preocupação com o futuro
consumia algumas de suas crianças,
Ela inaugurou entre eles um oráculo.
Nos morros do local chamado Delfos,
Gaia fez brotar vapores de Seu mundo interior.
Eles subiram por uma fenda nas rochas,
envolvendo uma sacerdotisa.
Gaia instruiu-a a entrar em transe e interpretar as mensagens
que surgiam da escuridão de sua terra-útero.
Os mortais viajavam longas distâncias para consultar o oráculo:
Será o nascimento do meu filho auspicioso ?
Será nossa colheita recompensadora ?
Trará a caça suficiente comida ?
Conseguirá minha mãe sobreviver a sua doença ?
Gaia estava tão comovida com sua torrente de ansiedades,
que trouxe outros prodígios ao futuro para Atenas e o Egeu.
Incessantemente, a Mãe-Terra manifestou presentes em sua superfície
e aceitou os mortos em seu corpo.
Em retribuição ela era reverenciada por todos os mortais.
Oferendas a Gaia de bolos e mel e cevada,
eram deixados em pequenos buracos no chão à frente dos locais
onde eram realizadas as colheitas.
Muitos dos seus templos eram construídos próximo a pequenas fendas,
onde anualmente os mortais ofereciam bolos doces através de seu útero,
e do interior da escuridão do seu segredo, Gaia aceitava seus presentes.
A separação do Céu e da Terra :
Urano, o senhor do Céu, temia de seus filhos o destronassem,
de forma que prendia-os no Tártaro.
Revoltada com essa ação mesquinha e cruel do esposo,
Gaia decidiu armar um dos filhos, Cronos, com uma foice.
No momento em que Urano fora unir-se à esposa,
em um ciclo perene de criação,
Cronos atacou-o e castrou-o, separando assim o Céu e a Terra.
O filho lançou às aguás marinhas os testículos do pai…
Ainda assim, algumas gotas do líquido gerador divino recaíram sobre Gaia,
que fertilizada, concebeu as divindades Erínias (as Fúrias).
Significado mitológico :
Gaia, na mitologia clássica, personificava a origem do mundo,
o triunfo e ordenamento do cosmos frente ao caos
(ainda que sua fertilidade parecesse “caótica”
devido a sua força primitiva).
Manancial dos sonhos, a protetora da fecundidade
é comumente relacionada à juventude.
Gaia Ciência :
O nome Gaia, ou Géia,
é utilizado como prefixo para designar as diversas ciências relacionadas
com o estudo do planeta.
Há A mãe de todas as coisas uma teoria científica
chamada “Teoria de Gaia” (1969) que empreende estudos relacionados
a ramos da Biologia tais como a Ecologia
e que afirma ser o planeta “um ser vivo”.
Essa crença prevê a inter-relação dos organismos
que manifestam-se em uma correlação infinita.
Ainda segundo essa teoria, seria a própria Terra
quem criaria suas condições de sobrevivência.
Friedrich Nietzsche também se dedicou a Gaia em Gaia Ciência (1882).
Nesse livro, há a presença constante do afã de conhecimento do mundo
e a obra traz à luz a discussão sobre as Artes
(o nome Gaia, nesse caso, é uma lembrança às origens da poesia provençal
medieva e significa “feliz”).

TÁRTARO : subterrâneo.

PONTO : água.
Ponto, ("alto-mar") antigo deus pré-olímpico do mar,
tal como Urano, nasceu por partenogénese de Gaia, a Terra.
Segundo Hesíodo em sua Teogonia,
Gaia gerou Ponto por si própria, sem se acasalar.
Já Higino afirmou que Ponto era filho de Gaia com Éter, o Ar.
Foi pai com Gaia Nereu (velho mar),
Taumante (aspectos perigosos do mar),
Forcis e sua irmã e esposa Ceto, e de Euríbia.
Com Talassa (cujo nome também significa "mar",
mas com uma raiz pré-grega), foi pai dos Telquines.
Compare com o titã do mar Oceano,
cuja presença é mais vívida entre os helênicos.
Na mitologia grega, Ponto
(em grego Πόντος, transl. Póntos, "alto-mar")
era o antigo deus pré-olímpico do mar.

CRONOS : Líder dos Titãs, o deus do tempo
devorava seus filhos.
Acabou destronado pelos que escaparam,
e se tornaram os deuses do Olimpo.

RÉIA : fertilidade.

CRATOS : força.

HERA : casamento.
Hera era uma rainha do Olimpo,
conhecida também como a deusa protetora do casamento,
da vida e da mulher, governava Olimpo
ao lado do seu marido Zeus,
filha de Cronos e Réia.
Tem como seu animal preferido o Pavão
e é associada ao signo de Escorpião.
Tinha a fama de ser ciumenta com razão,
pois Zeus era muito infiel – de todos os filhos que Zeus teve,
dois foram concebidos em seu casamento com Hera
Hera considerava muito o casamento
e foi muito humilhada por Zeus por suas traições
e o que a deixou muito triste,
foi quando ele sozinho gerou sua filha Atena,
mostrando que não precisava de Hera
nem para conceber um filho.
Um dos episódios de ciúmes de Hera foi com Calisto (deusa)
mas Hera para separar os dois a transformou em uma Ursa.
Calisto ficou muito isolada de todos
Até que um dia ao reconhecer seu filho Arcas
correu para abraçá-lo, mas Arcas já preparava sua lança
Hera vendo o que aconteceria lançou um feitiço
a Ursa Maior e a Ursa Menor.
Porém como Hera ainda tinha muita raiva de sua rival
pede para Tétis e Oceano,
Outro episódio de ciúme de Hera foi quando Zeus,
por saber que Hera estava chegando
e ele estava com uma de suas amantes (Io),
Hera, muito desconfiada, pede para Zeus aquela vaca de presente
e Zeus não podendo negar um presente,
Ela então coloca aquela novilha aos cuidados de Argos,
Mas Zeus ao ver o sofrimento da amante
pede para que Hermes mate Argos.
Então, Hermes toca uma música,
fazendo Argos dormir completamente,
Após isso, Hermes arranca-lhe a cabeça.
Hera muito triste pelo acontecimento,
A deusa continua perseguindo Io,
mas Zeus promete que não terá mais nada com a amante
– Hera aceita a promessa
e devolve a aparência humana à Io.
Hera durante muito tempo não só perseguia as amantes,
mas também os filhos que Zeus teve fora do casamento.
que por ter muita beleza conquistou seu marido,
e também com medo da floresta por causa dos caçadores.
por não reconhecer sua mãe.
e enviou os dois para os céus que viraram constelações,
divindades do mar, para que não deixem descansarem em suas águas,
e com isso essas duas constelações sempre ficam em círculos
e nunca descem para trás das águas como as outras estrelas.
a transforma rapidamente em uma vaca.
o dá para sua esposa.
um monstro de muitos olhos,
que ao dormir nunca fechava todos
com isso a novilha estava
sempre sendo observada.
fechando todos os olhos.
pega todos os olhos e coloca na cauda
de seu pavão, onde eles estão até hoje.
E sempre foi considerada a deusa
protetora das mulheres casadas.

ZEUS : O deus dos deuses parecia
seguir o ensinamento do nosso Deus :
crescei e multiplicai-vos.
Insaciável, é pai de toda segunda geração de
olímpicos e de muitos semi-deuses.
Zeus (em grego: Ζεύς, transl. Zeús), na mitologia grega,
é o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo
e deus do céu e do trovão.
Seus símbolos são o relâmpago, a águia, o touro e o carvalho.
Além de sua herança obviamente indo-europeia,
o clássico "amontoador de nuvens", como era conhecido,
também tem certos traços iconográficos derivados
de culturas do antigo Oriente Médio, como o cetro.
Zeus frequentemente era mostrado pelos artistas gregos
em uma de duas poses: ereto, inclinando-se para a frente,
com um raio em sua mão direita, erguida,
ou sentado, em pose majestosa.
Zeus Cronida, tempestuoso, era filho de Cronos
e Reia, o mais novo de seus irmãos.
Na maioria das tradições ele era casado com Hera
- embora, no oráculo de Dodona, sua consorte seja Dione,
com quem, de acordo com a Ilíada,
teve uma filha, Afrodite.
É conhecido por suas aventuras eróticas,
que resultaram em muitos descendentes,
entre deuses e herois, como Atena, Apolo e Artêmis,
Hermes, Perséfone (com Deméter), Dioniso, Perseu,
Héracles, Helena, Minos e as Musas (com Mnemósine).
Com Hera teria tido Ares, Hebe e Hefesto.
Seu equivalente na mitologia romana era Júpiter,
e na mitologia etrusca era Tinia.
Já se especulou sobre uma possível ligação com Indra,
divindade da mitologia hindu
que também tem um raio como arma.
Zeus sempre foi considerado um deus dos fenômenos naturais,
com raios, trovões, chuvas e tempestades atribuídas a ele.
Mais tarde, ele foi associado à justiça e à lei.
Havia muitas estátuas erguidas em honra de Zeus,
a mais magnífica era a sua estátua em Olímpia,
uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Originalmente, os Jogos Olímpicos eram realizados em sua honra.
Durante muito tempo quem governou a Terra foi Urano (o Céu).
Até que foi destronado por Cronos, filho de Urano e pai de Zeus.
Então Urano profetizou que Cronos também seria destronado
por um de seus filhos.
Cronos era casado com Réia,
e quando seus filhos nasciam ele os devorava.
Assim aconteceu com Hera, Hades, Poseidon, Héstia e Demeter.
Quando nasceu o sexto filho, Réia decidiu salvá-lo,
com a ajuda de Gaia (a Terra) que desgostava Cronos
porque ele aprisionou os Hecatônquiros no Tártaro,
temendo seu poder,
esses gigantes possuíam cem braços
e cinquenta cabeças.
Gaia leva Réia para parir secretamente esse filho
na Caverna de Dicte
(em outras versões foi no Monte Ida) em Creta.
Lá Reia dá seu filho que se chama Zeus (tesouro que reluz)
aos cuidados de Gaia e das Ninfas da Floresta
(em outras versões Zeus fica com os centauros),
Zeus cresceu alimentado pela cabra Amalteia.
Quando ela morreu, ele usou a sua pele para fazer
um escudo conhecido por Égide.
Logo Réia retorna ao Palácio de Cronos,
local onde Reia e seu esposo viviam
e enrola em panos uma pedra
e começa a fingir um parto,
depois dá ao seu marido esse embrulho
e ele o engole achando ser o sexto filho.
Em outras versões Réia dá um potro a Cronos.
Quando chegou à idade adulta enfrentou o pai.
Zeus disfarçou-se de viajante,
dando-lhe a Cronos uma bebida que o fez vomitar
todos os filhos que tinha devorado, agora adultos.
Após libertar os irmãos, iniciou a guerra Titanomaquia.
Cronos procurou seus irmãos para enfrentar os rebeldes,
que reuniram-se no Olimpo.
A guerra duraria 100 anos
até que seguindo um conselho de Gaia,
Zeus liberta os Hecatônquiros,
então os deuses olímpicos venceram
e aprisionaram os titãs no Tártaro,
em outras versões os aprisionaram embaixo de montanhas.
Então partilhou-se o universo,
Zeus ficou com o céu e a Terra,
Poseidon ficou com os oceanos
e Hades ficou com o mundo dos mortos.


DEMÉTER : agricultura.
Deusa da colheita, filha dos Titãs Cronos e Réia.
Quando sua filha Perséfone
foi raptada por Hades,
deus do mundo subterrâneo,
a mágoa de Deméter foi tamanha a ponto
de fazê-la negligenciar a terra:
nenhuma planta mais cresceu,
e a fome devastou o mundo.
Espantado com esta situação,
Zeus, deus do universo,
exigiu que seu irmão Hades
devolvesse Perséfone à sua mãe.
Hades concordou,
mas antes de libertar a jovem,
fez com que ela comesse
algumas sementes de romã
que a forçariam a retornar para ele
a cada quatro meses por ano.
Em sua alegria por reunir-se com a filha,
Deméter trouxe flores brilhantes à terra,
abundância de frutas e grãos para a colheita.
Entretanto, sua tristeza volta quando Perséfone
têm que retornar ao mundo subterrâneo.
A desolação da estação do inverno
e a morte da vegetação
eram consideradas como a manifestação anual
da mágoa de Deméter
quando sua filha era tomada dela.
Deméter e Perséfone eram adoradas
nos rituais dos Mistérios de Eleusínias.
O culto se estendeu da Sicília à Roma,
onde as deusas eram adoradas
como Ceres e Prosérpina.
A mais antiga e também a mais venerada
Deusa em toda a Grécia,
seu culto estava estritamente
vinculado ao ciclo da terra,
sendo, portanto, fundamentalmente
baseado em rituais agrários.
Filha de Crono e Réia,
assentava-se entre as doze divindades do Olimpo.
Constantemente assediada por Poseídon
que a desejava,
disfarçou-se em égua
a fim de iludir seu pretendente.
Foi inútil tentativa,
pois Posídon, descobrindo tudo,
disfarçou-se em cavalo logrando assim
seu intento de unir-se a Deméter.
Dessa indesejável união nasceu Aríon,
cavalo com a capacidade da fala
e da predição do futuro
e uma filha cujo nome
poucos conheceram.
Indignada com a atitude de Poseídon,
Deméter retirou-se do Olimpo.
A terra tornou-se a partir daí estéril
e estabeleceu-se um período
de fome absoluta.
Por causa desse incidente
recebeu muitos cognomes,
entre eles a de “Negra”
por haver se vestido de luto
e de “Erínia” por causa da ira
que se abateu sobre ela.
Foi somente após banhar-se no rio Ládon,
cuja característica era a de fazer
apagar mágoas e ressentimentos,
que Deméter, purificada,
voltou ao Olimpo.
De seu romance de trágico desfecho com Iásion,
Deméter teve um filho chamado Pluto,
que posteriormente tornou-se a
personificação da riqueza e da abundância.
Iásion morreu atingido por um raio fulminante
enviado pelo enciumado Zeus
ao surpreender juntos os dois amantes.
De sua união com Zeus nasceu Core,
que estando certo dia a colher flores no campo
foi subitamente raptada por Hades
e levada às profundezas.
Amargurada com o desaparecimento da filha,
Deméter vagou pelo mundo inteiro à sua procura.
Hélio, o deus Sol que a tudo vê
foi quem lhe revelou seu paradeiro.
Revoltada com Hades e também com Zeus
que permitira o seqüestro,
retirou-se do Olimpo e metamorfoseada em velha,
dirigiu-se a Elêusis, cidade da Ática.
Lá chegando, interpelada
pelas filhas do rei Céleo
a respeito de sua identidade,
mentiu dizendo ser Doso,
vítima de piratas que
a haviam seqüestrado de Creta,
cidade onde residia.
Convidada a cuidar do recém nascido
Demofonte, filho de Metanira,
a esposa do rei, aceitou a incumbência.
Deméter decidiu tornar o rebento imortal
e para tanto, alimentava-o com ambrosia
e com o néctar dos deuses,
esfregando-o todas as noites
com o fogo da imortalidade.
Aconteceu, porém, que certa feita Deméter
foi surpreendida pela rainha
em seus rituais mágicos.
Esta, ao se deparar com a imagem
de seu filho exposto às chamas,
lançou um grito desesperado.
Irada com tamanha ignorância e incompreensão,
a deusa interrompeu o ritual,
condenando Demofonte a prosseguir
como simples mortal
e surgiu em todo seu esplendor
denunciando sua verdadeira origem.
Ordenou que se erguesse um templo
em sua homenagem no qual ela pudesse
ensinar aos homens seus ritos secretos.
Uma vez construído seu santuário,
retirou-se do Olimpo
e ali se refugiou para chorar a saudade
que sentia de sua amada filha.
Amaldiçoou a terra lançando sobre ela
uma implacável seca
e impedindo que ali nascesse
qualquer tipo de vegetação.
Inutilmente, tentando convencê-la
a mudar de atitude,
Zeus se viu forçado
a interceder junto a Hades
para que devolvesse Coré a sua mãe.
O soberano dos infernos consentiu mas,
antes de deixar partir sua amada,
fez com que ela comesse um bago de romã.
Prendeu-a com isso,
para sempre, aos Infernos,
uma vez que, quem ali se alimentasse,
ficaria eternamente condenado a retornar.
Quando mãe e filha se reencontraram,
a terra novamente se cobriu de verde
e a abundância voltou a reinar.


POSEIDON : os gregos consideravam
o deus dos mares quase tão poderoso quanto Zeus.
Na mitologia grega, Posídon
(em grego antigo Ποσειδῶν, transl. Poseidōn),
conhecido como Poseidon, Possêidon ou Posidão,
assumiu o estatuto de deus supremo do mar,
conhecido pelos romanos como Netuno
possivelmente tendo origem etrusca
como Nethuns.
Também era conhecido como o deus
dos terremotos e dos cavalos.
Os símbolos associados a Poseídon
com mais frequência eram o tridente e o golfinho.
A origem de Posídon é cretense,
como atesta seu papel no mito do Minotauro.
Na civilização minóica
era o deus supremo, senhor do raio,
atributo de Zeus no panteão grego,
daí o acordo da divisão de poderes entre eles,
cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minóicos..
Poseidon como primeiro filho de Cronos e Reia,
um dos principais deuses do Olimpo,
de acordo com certas tradições,
é o irmão mais velho de Zeus e Hades.
Poseidon foi criado entre os Telquines,
os Demonios de Rodes.
Quando atingiu a maturidade,
ter-se-á apaixonado por Hália,
uma ninfa de Rodes
e a personificação da salinidade do mar,
a sua mãe era Talassa
e seu pai poderia ser Pontos,
antigo deus pré-olímpico do mar,
ou de Urano, deus do céu
e esposo de Gaia, deusa da terra.
Daquele romance de Poseidon com Hália
nascem seis filhos e uma filha,
de nome Rodo,
daí o nome atribuído à Ilha de Rodes.
Numa famosa disputa entre Poseidon e Atena
para decidir qual dos dois seria o padroeiro de Atenas,
ele atirou uma lança ao chão para criar a fonte da Acrópole,
mas Atena conseguiu superá-lo
criando a oliveira que daria o azeite.
Na Ilíada, Poseidon aparece-nos
como o deus supremo dos mares,
comandando não apenas as ondas, correntes e marés,
mas também as tempestades marinhas e costeiras,
provocando nascentes e desmoronamentos costeiros
com o seu tridente.
Embora o seu poder pareça ter-se estendido às nascentes e lagos,
os rios por sua vez, têm as suas próprias deidades,
não obstante o facto de que Poseidon
fosse dono da magnífica ilha de Atlântida.
Geralmente, Poseidon usava a água e os terramotos
para exercer castigo e vingança,
mas também podia apresentar um carácter cooperativo;
auxiliou bastante os gregos na Guerra de Tróia,
mas levou anos vingando-se de Ulisses,
herói da guerra de Tróia;
Odisseu,
na Odisseia de Homero,
que havia cegado o ciclope Polifemo,
filho Poseidon e da ninfa Teosa.
Os navegantes oravam a Poseidon
rogando-lhe ventos favoráveis e viagens seguras,
mas o seu humor era imprevisível.
Apesar dos sacrifícios,
que incluía o afogamento de cavalos,
ele podia provocar tempestades,
maus ventos e terramotos,
apenas por capricho.
Zeus projetava também o seu poder
e a sua masculinidade sobre as mulheres,
tendo muitos filhos homens
pois não podia ter filhas mulheres.
Considerando que as inúmeras
aventuras amorosas de Poseidon
foram todas frutíferas em descendentes,
é de notar que, ao contrário
dos descendentes do seu irmão Zeus,
os filhos do deus dos mares,
tal como os de seu irmão Hades,
deus do mundo inferior e dos mortos,
são todos maléficos
e de temperamentos violentos.
De Poseidon, alguns exemplos:
da ninfa Teosa nasce o ciclope Polifemo;
uma das três Górgonas,
nasce o gigante Crisaor
de Amimone nasce Náuplio;
com Ifimedia, filha de Triopas, rei da Tessália,
nascem os irmãos gigantes
que chegaram mesmo a declarar
guerra aos deuses.
cometeram tantas atrocidades
que o pai teve de os enterrar
para evitar-lhes maior castigo.
Casou ainda com Anfitrite,
filha da ninfa Dóris,
de quem nasceu o seu filho Tritão,
o deus dos abismos oceânicos,
que ajudou Jasão e os seus argonautas
a recuperar o Velo ou Tosão de Ouro.
Conta-se que tal velo estava pendurado
num carvalho sagrado na Cólquida,
a região ao sul das montanhas do Cáucaso,
a Leste do Mar Negro,
na atual República da Geórgia
e retirado por Jasão e os Argonautas.
Segundo a lenda,
Jasão precisava recuperar o velo
para assumir o trono
de Lolco na Tessália.
também conhecido como Netuno
para os romanos,
era o grande rei dos mares,
um homem muito forte,
com barbas e sempre representado
com seu tridente na mão
e as vezes com um golfinho.
Era filho de Cronos, deus do tempo,
e da deusa da fertilidade Réia.
Sua casa era no fundo do mar
e com seu tridente causava maremotos,
tremores, além de fazer brotar água do solo.
Poseidon era casado com Anfitrite.
Quando se conheceram
Poseidon se apaixonou por ela,
mas Anfitrite o recusou e Poseidon
a obrigou casar-se com ele,
Mas com o tempo Anfitrite mudou de idéia
e foi atrás de Poseidon com quem se casou
Com ela teve um filho chamado Tritão
Entretanto, na sua vida Poseidon
teve muitos outros amores
os dois que mais conhecidos foram o Ciclope
e o gigante Orion.
Poseidon era tio de Atena,
hoje conhecida como Atenas,
porém Atena ganhou a competição
Na história da Guerra de Tróia,
Poseidon e Apolo ajudaram o rei
Foi então que Poseidon muito enfurecido
se vingou de Tróia
que saqueou toda a terra de Tróia
Poseidon é também o pai de Pégaso,
um cavalo alado gerado por Medusa,
Outro caso de amor muito conhecido de Poseidon
foi com sua irmã Demeter,
e com ela teve um encantador cavalo, Arion.
Poseidon era um deus muito importante
os Jogos Místicos,
Poseidon se apaixonou por ela,
a obrigou casar-se com ele,
porém, ela para não casar,
se escondeu nas profundezas do oceano,
só sua mãe sabia onde ela estava.
e ficou sendo a rainha do oceano.
que aterrorizava os marinheiros
com um barulho espantoso
que ele fazia quando soprava o búzio,
um instrumento,
mas também com ele fazia sons maravilhosos.
teve muitos outros amores
e fora de seu casamento teve mais filhos
que ficaram muito conhecidos por sua crueldade,
a deusa da sabedoria,
que foi com quem disputou a cidade
e a cidade ficou conhecida com o seu nome.
na construção dos muros daquela cidade
e a eles foi prometida uma recompensa,
porém tinham sidos enganados,
pois o rei não os recompensou.
e enviou um monstro do mar
e durante a guerra
ele ajudou os gregos.
por esse motivo sempre esteve
muito ligado aos cavalos
e foi o primeiro a colocar cavalos na região.
ele a perseguiu e ela para evitá-lo
se transformou em égua,
porém ele se transformou em um garanhão
e celebravam em sua honra
constituídos de competições atléticas
e também de musicas e poesias,
realizados de dois em dois anos.



HADES : morte.
Hades, deus do mundo subterrâneo
(ou deus do inferno) da mitologia grega
(ou Plutão, na mitologia romana),
filho de Cronos e Réia,
irmão de Zeus, Héstia,
Era casado com Perséfone
(Cora para os romanos),
que raptou do mundo superior,
para ter como sua rainha.
Este mito ficou muito conhecido
como O Rapto de Cora .
Ele a traiu duas vezes,
uma quando teve um caso
com a ninfa do Cócito
e também quando se apaixonou
por Leuce,
filha do Oceano.
Hades dominava o reino dos mortos,
através de uma luta contra os titãs,
que Poseidon, Zeus e ele venceram.
Assim Poseidon ficou com o domínio dos mares,
Zeus ficou com o céu e a Terra
e Hades com o domínio das profundezas.
como o de Plutão.
o Érebo onde as almas ficavam
e também a parte do Tártaro
Hades era presidente do tribunal,
pelo Cérbero que era seu cão de três cabeças
e cauda de Dragão.
e a outra quando foi para o Olimpo
se curar de uma ferida feita por Heracles.
Hades tinha o poder de restituir
Também conhecido como O Invisível,
por outros heróis como Atena e Perseu.
Hades não é o deus da morte
Apenas Ares e Cronos
um lugar onde só imperava a tristeza.
Conseguiu esse domínio
Era um deus quieto
e seu eu nome quase nunca era pronunciado,
pois tinham medo, para isso usavam outros nomes
Um deus muito temido,
pois no seu mundo sempre
havia espaço para as almas.
Seu mundo era dividido em duas partes:
para ser julgadas para receber seus castigos
ou então suas recompensas;
que era a mais profunda região
onde os titãs ficavam aprisionados.
era ele que dava a sentença dos julgamentos.
Além das sombras
e almas encontradas em seus domínios,
era também cuidadosamente vigiado
Era conhecido como hospitaleiro,
pois nos seus domínios sempre tinha lugar
para mais uma alma.
O deus quase nunca deixava seus domínios
para se preocupar com assuntos do mundo superior,
fez isso duas vezes quando foi raptar sua esposa
a vida de um homem,
mas fez isso poucas vezes
e muitas delas a pedido de sua esposa.
pois com a ajuda do seu capacete
que o protege de todos os olhares.
Este capacete também foi usado
Porém, ao contrário do que
muitas pessoas pensam,
e sim o da pós-morte,
ele comanda as almas
depois que as pessoas morrem.
são responsáveis pela morte
e com isso até inimigos da humanidade,
o que ele não era
e sim temido por sua fama.

HÉSTIA : família.
Deusa dos laços familiares,
simbolizada pelo fogo da lareira.
Cortejada por Possêidon e Apolo,
jurou virgindade perante Zeus;
embora não apareça com frequência
nas histórias mitológicas,
era admirada por todos os deuses.
Quando os gregos fundavam
cidades fora da Grécia,
levavam o fogo da lareira
como símbolo da ligação
com a terra mater.
Em Roma era cultuada como Vesta;
suas sacerdotisas eram chamadas vestais,
e faziam voto de castidade.
(na mitologia romana),
filha de Cronos e Réia
era uma das doze divindades olímpicas
(substituida depois por Dioniso).
Cortejada por Poseidon e Apolo,
jurou virgindade perante Zeus,
e dele recebeu a honra de ser venerada
em todos os lares,
ser incluída em todos os sacrifícios
e permanecer em paz,
em seu palácio cercada do respeito
de deuses e mortais.
Era a personificação da moradia estável,
onde as pessoas se reuniam para orar
e oferecer sacrifícios aos deuses.
Era adorada como protetora das cidades,
das famílias e das colônias.
Sua chama sagrada brilhava
continuamente nos lares e templos.
Todas as cidades possuíam o fogo de Héstia,
colocado no palácio
onde se reuniam as tribos.
Esse fogo deveria ser conseguido direto do sol.
Quando os gregos fundavam
cidades fora da Grécia,
levavam parte do fogo da lareira
como símbolo da ligação com a terra materna
e com ele, acendiam a lareira
onde seria o núcleo político
da nova cidade.
Sempre fixa e imutável,
Héstia simbolizava
a perenidade da civilização.
Em Delfos,
era conservada a chama perpétua
com a qual se acendia
a héstia de outros altares.
Cada peregrino que chegava a uma cidade,
primeiro fazia um sacrifício à Héstia.
Seu culto era muito simples:
na família, era presidido
pelo pai ou pela mãe;
nas cidades,
pelas maiores autoridades políticas.
Em Roma era cultuada como Vesta
e o fogo sagrado era o símbolo
da perenidade do Império.
Suas sacerdotisas eram
chamadas Vestais,
faziam voto de castidade
e deveriam servir à deusa
durante trinta anos.
Lá a deusa era cultuada
por um sacerdote principal,
além das vestais.
Era representada
como uma mulher jovem,
com uma larga túnica
e um véu sobre a cabeça
e sobre os ombros.
Havia imagens nas suas principais cidades,
mas sua figura severa e simples não ofereceu
muito material para os artistas.
TITÃS : Após um longo conflito,
foram destronados pelos seus descendentes.
Eram os Titãs :
Cronos ( Líder ),
Réia ( fertilidade )
e Cratos ( força ).
DEUSES OLÍMPICOS :
Os mais famosos e homenageados em prosa
e mármore.
Adotados pelos Romanos.
Eram os Deuses Olímpicos :
Zeus ( trovão ),
Hera ( casamento ),
Deméter ( agricultura ),
Hades ( morte ),
Poseidon ( mares ),
Héstia ( família ),
Hefesto ( metalurgia ),
Ares ( guerra ),
Apolo ( cultura ),
Ártemis ( caça ),
Dionísio ( vinho ),
Afrodite ( beleza ),
Atena ( justiça ),
Dione ( ninfas ),
Hermes ( comunicação e comércio ) ...
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