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sexta-feira, 18 de abril de 2014

6 COISAS BIZARRAS QUE A GOOGLE ESTÁ PLANEJANDO !!




Recursos inusitados que podem fazer parte 
do nosso dia a dia em um futuro não muito distante.




A cada dia, a Google nos surpreende com uma novidade. 

Seja pela aquisição de uma nova empresa ou sugestão de uma possível tecnologia através de uma patente, a companhia consegue impressionar e amedrontar com suas ideias mirabolantes.

Nos últimos anos, a empresa evoluiu muito seus serviços e gadgets, dando passos largos com protótipos que podem revolucionar o futuro do mundo. 

A verdade é que a empresa tem ideias bem bizarras, algumas que talvez nunca cheguem, de fato, ao consumidor.

Ano passado, a Google obteve uma série de patentes que podem emplacar em um futuro breve. 

Reunimos neste artigo algumas dessas propostas malucas que podem ser muito bem aproveitadas ou que simplesmente podem acabar com a privacidade das pessoas.



1. Fotografias automáticas ao seu redor :




Pensando em capturar imagens de montanhas e locais de difícil de acesso, a Google registrou uma patente em 2011 que garantiu a criação de um aparelho alongado com sensores de localização, lentes e um botão de ativação capaz de capturar imagens automaticamente de uma determinada região que esteja cercando a pessoa que está utilizando o dispositivo.


6 coisas bizarras que a Google está planejando



Difícil entender, não ? 

Bom, trata-se de um produto com diversas lentes que é carregado nas costas do montanhista. 

Com uma vara, a pessoa bate no chão quando deseja capturar uma imagem. 

As lentes do dispositivo automaticamente vão captar todo o entorno. 

Essa invenção pode, futuramente, ser aproveitada para pessoas com deficiências motoras.






2. Teclado projetado nas mãos :




O Google Glass pode ser um gadget muito inteligente, mas dificilmente ele consegue entender os comandos em um ambiente muito barulhento. 

Para resolver esse problema e garantir uma forma rápida e fácil de digitação, a Google patenteou um teclado de projeção a laser que será exibido na mão do utilizador.


6 coisas bizarras que a Google está planejando 


Para conseguir compreender os comandos, o Glass deve ficar acompanhando os movimentos com a câmera. 

Após verificar que determinado botão foi pressionado, o gadget retorna o caractere na “tela”

Por ora, isto é apenas uma patente, mas a ideia existe e não deve ser muito difícil adaptá-la aos óculos inteligentes da companhia.





3. Seus gestos pertencem à Google ! :



Já imaginou como será o compartilhamento de informações nas redes sociais do futuro ? 

A Google já teve muitas ideias ! 

A mais genial é a interpretação de gestos do usuário. 

Basta usar suas mãos e posicioná-las “em forma de coração” para que o Glass interprete o gesto e entenda que você curtiu um determinado produto.



6 coisas bizarras que a Google está planejando 



Ao verificar que você gostou de um objeto qualquer 
(seja um jogo ou uma roupa em uma vitrine)
o Glass pode tirar uma foto e rapidamente direcioná-lo 
para o sistema de postagem do Google+

De acordo com as informações da patente, 
o gadget pode reconhecer outros gestos, 
mas não se sabe o que a Google vai aplicar em seu produto. 

Será que essa moda pega ?







4. A Google cria suas postagens :



Interagir nas redes sociais é divertido, mas há vezes em que não temos muito tempo para conferir as postagens do amigo, tampouco temos como comentar em determinadas mensagens. 

Para agilizar esse processo, a Google pretende criar textos automáticos que você possivelmente colocaria nas redes sociais.



6 coisas bizarras que a Google está planejando 



Analisando seus comentários anteriores em posts relacionados, o software da Google poderia criar uma mensagem automática para você ter maior participação nas conversas com os amigos. 

De acordo com os dados da patente, o aplicativo notifica o usuário antes de enviar um comentário, garantindo que nenhuma mensagem robotizada seja postada sem autorização.



5. Monitorando seus olhos 

para gerar melhores anúncios :




A Google já tem um vasto conhecimento na área de anúncios, mas parece que a simples relação entre páginas visitadas não é algo que satisfaz a empresa. 

Para o futuro, a Google registrou uma patente que pretende monitorar os olhos e conferir quando as pupilas do usuário estão mais dilatadas, sabendo qual é o anúncio que está chamando sua atenção.



6 coisas bizarras que a Google está planejando 



Essa tecnologia pode ser implantada no próprio Google Glass, mas também pode ser adicionada em vitrines e outros objetos que ofereçam anúncios. 

Com isso, a Google terá um incrível sistema que relaciona os interesses do mundo real com anúncios no mundo virtual.






6. Os anúncios não podem parar :



Se você acha que o monitoramento de seus olhos não é invasão de privacidade suficiente, saiba que a Google pode ir muito além com “propagandas baseadas nas condições do ambiente”

A patente registrada em 2008 pode saber como estão as condições climáticas e oferecer anúncios relativos ao seu ambiente real.


6 coisas bizarras que a Google está planejando 



Graças à enorme quantidade de gadgets com diversos sensores e equipados com o sistema Android, a Google pode verificar temperatura, umidade, som, luz e até a composição química do ar em sua volta. 

Com isso, os programas inteligentes de anúncios da Google não terão limites para oferecer os melhores produtos.




Tecnologias muito invasivas ?



Bom, essas são apenas algumas das tantas patentes que a Google detém e que podem ser aplicadas em gadgets e serviços futuros da companhia. 

Ainda que sejam muito inteligentes e tenham “as melhores intenções”, não há como olhar para essas tecnologias e não sentir um bocado de receio quanto à invasão de privacidade que elas podem causar.



Será que a Google está indo longe demais ? 

Realmente precisamos de celulares e programas tomando tantas decisões por nós ?

Queremos um mundo recheado de propagandas ? 

Deixe sua opinião sobre o assunto.








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quinta-feira, 17 de abril de 2014

COMPUTAÇÃO QUÂNTICA !!



Nanocomponentes constroem-se sozinhos por automontagem.
As moléculas magnéticas (verde) unem-se a um nanotubo de carbono (preto)
para formar um componente eletrônico molecular.



Da miniaturização à automontagem :

A miniaturização dos componentes eletrônicos está chegando a um nível que está se tornando difícil construir ferramentas para fabricá-los.
Como essa tendência não mostra sinais de reversão, o problema seguirá na contramão das dimensões dos componentes: quanto menores os componentes, maiores serão as dificuldades.
É por isto que os cientistas estão apostando na chamada automontagem: processos por meio dos quais os próprios componentes constroem a si próprios por meio de reações moleculares.
Um exemplo notável dessa abordagem acaba de ser demonstrado por cientistas do Instituto Karlsruhe de Tecnologia, na Alemanha, que criaram uma rota sintética que imita um processo da natureza para controlar moléculas magnéticas individuais.
Além de produzir componentes úteis para a tecnologia eletrônica atual, ao lidar com a dimensão das moléculas os pesquisadores superam fronteiras para áreas ainda pouco exploradas, como a Spintrônica e a computação quântica, onde as leis da física clássica dão lugar às muitas vezes esquisitas leis da mecânica quântica.


Componente orgânico :

Mario Ruben e seus colegas aplicaram adesivos sintéticos a moléculas magnéticas de tal forma que estas grudaram sozinhas nas posições corretas de um nanotubo de carbono, sem qualquer intervenção por parte dos cientistas.
Na natureza, as folhas crescem através de um processo de auto-organização similar.


As moléculas magnéticas grudaram sozinhas nas posições corretas
de um nanotubo de carbono, sem qualquer intervenção por parte dos cientistas.


A adoção desse princípio - o biomimetismo - para a fabricação de componentes eletrônicos representa uma verdadeira mudança de paradigma em relação à técnica tradicional de fabricação de semicondutores, baseada na fotolitografia.
Ao contrário dos componentes eletrônicos convencionais, o novo componente molecular não é feito com materiais como metais, ligas ou óxidos, mas inteiramente dos chamados materiais moles, tais como os nanotubos de carbono e moléculas - que fundamentam uma nova área de pesquisas, conhecida como eletrô^nica orgânica.


Integração final :

O térbio é o único átomo de metal usado no dispositivo. Contudo, mesmo esse metal magnético está incorporado no material orgânico, como parte da molécula.
O térbio é altamente sensível a campos magnéticos externos. A informação sobre a maneira como esse átomo se alinha ao longo de tais campos magnéticos é transferida para a corrente que flui através do nanotubo, onde pode ser medida.
Essa possibilidade de interagir eletricamente com moléculas magnéticas individuais abre um mundo completamente novo para a spintrônica, onde memória, lógica e, possivelmente, a lógica quântica, podem ser integradas.






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terça-feira, 15 de abril de 2014

CÉLULAS VIVAS CRIAM " MANTO DA INVISIBILIDADE " !!



O "manto da invisibilidade biológico" faz com que as biocápsulas apareçam
para o corpo como virtualmente naturais, inibindo qualquer processo de rejeição.





Manto da invisibilidade biológico

A busca por melhores formas de encapsular os medicamentos para que eles possam atingir as partes doentes do corpo tem levado os cientistas a desenvolver várias estratégias para que o organismo não rejeite o carregador e impeça que o medicamento chegue ao seu destino.
O Dr. Dayang Wang e seus colegas do Instituto Max Planck, na Alemanha, afirmam ter criado agora um verdadeiro "manto da invisibilidade biológico".
Em vez de nanopartículas e revestimentos biocompatíveis, eles decidiram usar células humanas vivas para revestir e proteger suas nanocápsulas.
As biocápsulas aparecem então para o corpo como virtualmente "naturais", ou seja, pertencentes ao próprio organismo, o que inibe qualquer processo de rejeição ou de efeitos colaterais causados pelas substâncias presentes no próprio carreador.


Revestimentos biocompatíveis

As nanocápsulas, totalmente envoltas por células vivas, possuem microcanais para a liberação das drogas ou de agentes de diagnóstico.
Até agora, a técnica mais eficiente para a criação de superfícies biocompatíveis consiste na aplicação de um polímero protetor, o polietileno glicol, ou PEG.
Embora fazendo avançar as pesquisas com nanocarreadores mesmo em organismos vivos, esses revestimentos sintéticos não conseguem escapar da ação dos macrófagos ou do sistema renal, podendo também aumentar o risco de efeitos colaterais químicos.
"As membranas celulares oferecem uma abordagem genérica e muito mais natural para os desafios de encapsulamento e entrega in vivo," escrevem os pesquisadores.
É por isso que Wang e seus colegas chamaram sua técnica de " manto da invisibilidade biológico".
É como se o revestimento mantivesse a nanocápsula "invisível" ao sistema de defesa do organismo.
Com isso, o sistema consegue manter as substâncias no organismo por muito mais tempo, um tempo suficiente para que elas atinjam seu alvo e cumpram seu papel terapêutico ou de análise.


Biocompatibilidade

A biocompatibilidade é de suma importância para a entrega de medicamentos, para a marcação de tumores para que eles apareçam nas imagens médicas e na aplicação in vivo de biossondas nanométricas.
"Aqui aproveitamos pela primeira vez células vivas como 'fábricas' para produzir membranas celulares em cápsulas para o armazenamento e entrega de medicamentos, nanopartículas, e outros biomarcadores," escrevem os pesquisadores.
"Além disso, demonstramos que os canais protéicos incorporados nas novas cápsulas podem ser utilizados para a liberação controlada dos reagentes encapsulados," concluem eles.

LASER VIVO : CÉLULA HUMANA EMITE RAIOS LASER !!



O laser biológico será útil para a criação de interfaces
entre a eletrônica e os organismos biológicos,
incluindo as próteses inteligentes,
as interfaces neurais e os exoesqueletos.



Cientistas criaram um laser vivo, dando a uma célula humana a capacidade para emitir luz laser.
Embora encontrando cada vez mais usos na área da saúde, a emissão dos raios laser sempre esteve associada com materiais inertes, como cristais, espelhos e lentes.
Agora, pela primeira vez, cientistas demonstraram que um organismo biológico é capaz de emitir laser.


Laser vivo

Malte Gather e Seok Hyun Yun, trabalhando juntos no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, modificaram geneticamente uma célula para que ela expressasse a proteína fluorescente verde, a chamada GFP (Green Fluorescent Protein).
A luz emitida por essa proteína é não-coerente - como a luz de uma lâmpada. Mas os cientistas transformaram-na na base para a geração da luz laser a partir da célula onde ela está implantada.
O isolamento da GFP valeu o Prêmio Nobel de Química de 2008 aos cientistas que trabalharam para que ela se tornasse um instrumento incomparável nas pesquisas biológicas e médicas e uma das principais ferramentas da engenharia genética.

Os dois pesquisadores agora usaram essa proteína para amplificar os fótons, transformando uma única célula em uma fonte de laser, que emite pulsos com duração de alguns nanossegundos cada um.
Os lasers pulsados são importantes em aplicações que vão dos vídeos holográficos à destruição de vírus no sangue, embora ainda não esteja claro se o laser vivo poderá ter utilidade tão ampla.


O laser celular foi montado colocando uma única célula
em uma microcavidade composta
por dois espelhos altamente reflexivos,
espaçados por 20 milionésimos de metro.




Laser biológico

Os dois pesquisadores montaram um dispositivo composto de um cilindro de 2,5 centímetros de comprimento, com espelhos em cada uma das extremidades, preenchido com uma solução de GFP em água.
Depois de confirmarem de que a solução de GFP é capaz de amplificar uma energia de entrada - um outro laser de luz azul - para produzir seus próprios pulsos de luz laser, os pesquisadores estimaram a concentração de GFP necessária para produzir o efeito laser.
O passo seguinte foi desenvolver uma linhagem de células humanas expressando a GFP nos níveis necessários - os cientistas usaram células embrionárias do rim humano.
O laser celular foi montado colocando uma única célula expressando a GFP - com um diâmetro entre 15 e 20 milionésimos de metro - em uma microcavidade composta por dois espelhos altamente reflexivos, espaçados por 20 milionésimos de metro.
Uma descoberta inesperada foi que o próprio formato circular da célula funcionou como uma lente, focalizando a luz e induzindo a emissão de luz laser em níveis de energia mais baixos do que aqueles do dispositivo inicial baseado na solução de GFP.


Curiosidade de cientista

" Desde que foram desenvolvidos cerca de 50 anos atrás, os lasers têm sido construídos com materiais tais como cristais, corantes e gases purificados como meio de ganho óptico, dentro dos quais pulsos de fótons são amplificados enquanto refletem-se continuamente entre dois espelhos", comenta Yun. "O nosso trabalho é o primeiro relato de um laser biológico baseado em uma única célula viva. "
Para seu colega Malte Gather, o grande motivador da pesquisa foi a curiosidade científica de saber se o laser era algo absolutamente artificial ou se essa emissão coerente de luz poderia ser feita no interior de organismos vivos.
A GFP - que é uma proteína encontrada originalmente em algumas espécies de medusa - mostrou-se interessante para a pesquisa porque ela pode ser induzida a emitir luz sem que seja necessário usar enzimas adicionais.


Uma descoberta inesperada
foi que o próprio formato circular
da célula funcionou como uma lente,
diminuindo o nível de energia
necessário para emissão do laser.


Terapias fotodinâmicas

As células usadas no laser biológico sobreviveram ao processo de produção da luz laser, chegando a produzir centenas de pulsos.
" Embora os pulsos individuais de laser durem apenas alguns nanossegundos, eles são brilhantes o suficiente para serem facilmente detectados, com informações úteis que podem representar formas totalmente novas de analisar as propriedades de um grande número de células de forma quase instantânea ", afirma Yun.
A possibilidade de gerar laser a partir de uma fonte totalmente biológica poderá dar um novo impulso às promissoras terapias fotodinâmicas - uma das mais eficientes, por exemplo, para a eliminação do câncer de pele.


Comunicação óptica celular
" Um dos nossos objetivos a longo prazo será encontrar formas de levar as comunicações ópticas e a computação, feitas atualmente com dispositivos eletrônicos inertes, para a esfera da biotecnologia," acrescenta Gather.
Isto poderá ser particularmente útil para a criação de interfaces entre a eletrônica e os organismos biológicos, o que inclui as próteses inteligentes, as interfaces neurais e os exoesqueletos.
O próximo passo da pesquisa será tentar implantar os espelhos dentro da própria célula, criando um laser biológico autocontido e totalmente portável.

NANOTUBOS FLUORESCENTES SIMULAM TRANSPARÊNCIA DE ANIMAL VIVO !!



A nova técnica alcança vários centímetros
com grande precisão - e centímetros,
no caso do corpo de um camundongo,
significa praticamente ter uma imagem
tridimensional de todo o seu interior,
quase como se ele fosse transparente.

Transparência simulada

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, criaram uma nova técnica de imageamento que usa nanotubos de carbonofluorescentes para enxergar dentro do corpo de um animal vivo.
Permitindo enxergar até vários centímetros dentro do corpo de um animal de laboratório, a técnica tem um impacto direto no desenvolvimento de novos medicamentos.
Uma fase essencial nas pesquisas de novos medicamentos envolve o teste dos candidatos a fármacos em animais. E, para ver os efeitos dessas drogas é essencial ver o comportamento dos órgãos dos animais vivos.
As técnicas atuais usam contrastes que produzem imagens com profundidade na casa dos milímetros.
A nova técnica alcança vários centímetros com grande precisão - e centímetros, no caso do corpo de um camundongo, significa praticamente ter uma imagem tridimensional de todo o seu interior, quase como se ele fosse transparente.


Rastreador de medicamentos

" Nós já usamos nanotubos de carbono similares para transportar medicamentos para tratar câncer nos testes com animais de laboratório, mas é necessário saber onde o medicamento realmente chegou, certo?" explica o Dr. Hongjie Dai, coordenador da pesquisa.
"Com os nanotubos fluorescentes, nós podemos despachar os medicamentos e gerar imagens simultaneamente, em tempo real, para avaliar a precisão da droga em atingir seu alvo," explica.
Depois de injetados na corrente sanguínea, os nanotubos fluorescem sob a ação da luz de um laser de baixa potência dirigido sobre o animal. Os raios re-emitidos, na faixa do infravermelho próximo, são capturados por um sensor especial.
A vantagem em relação aos contrastes atuais está justamente nessa frequência de fluorescência. Os tecidos biológicos fluorescem naturalmente em um comprimento de onda de 900 nanômetros, que é a mesma faixa dos corantes fluorescentes orgânicos biocompatíveis.
Isso significa que a imagem gerada tem uma fluorescência de fundo, gerada pelos próprios tecidos, que torna a imagem borrada e de pouco uso quando se necessita de alta precisão.
Os nanotubos usados pela equipe fluorescem entre 1.000 e 1.400 nanômetros, praticamente eliminando esse "ruído de fundo".


Parece transparente

A imagem recebe um pós-tratamento em computador, por meio de uma técnica chamada análise de componente principal, que permite um mapeamento muito preciso dos órgãos internos do animal separando as pequenas diferenças de fluorescência entre nanotubos com diversas propriedades, que são misturados na injeção.
"Quando você olha para essas imagens, parece que o animal adquiriu uma espécie de transparência," diz Dai.
Como a medicação está agregada aos nanotubos, a imagem mostra exatamente onde o medicamento está atuando, acelerando muito as pesquisas.

BRASILEIROS DESENVOLVEM BIOQUEROSENE DE AVIAÇÃO !!

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) são parceiros em dois pedidos de patentes para um processo inédito na fabricação de biocombustíveis para aviação.


Bioquerosene

Derivado do petróleo, com alto preço no mercado internacional, o querosene de aviação virou foco da estratégia de substituição por biocombustíveis em países como o Brasil e os Estados Unidos.
O interesse comum dos dois países por desenvolver o bioquerosene foi formalizado em um convênio, assinado em Brasília, em Março, durante a visita do presidente Barak Obama.
Em todo o mundo várias empresas e centros de tecnologia também buscam caminhos para o desenvolvimento desse novo biocombustível.
Isso realça a importância do avanço obtido pelos pesquisadores brasileiros, que tornam mais próxima essa realidade, com tecnologias inéditas.


Biomassa não-alimentar

Ao contrário da maioria dos outros estudos, que usam o etanol de cana-de-açúcar ou oleaginosas, usadas também para produção de biodiesel, esses trabalhos utilizam biomassas que não entram na esfera alimentar, tais como cascas de frutos cítricos.
A descoberta foi feita a partir das pesquisas do estudante de doutorado Flávio dos Reis Gonçalves, desenvolvidas na área de Catálise e Processos Químicos, sob orientação de Marco Fraga, do INT, e Luiz Eduardo Pizarro Borges, do IME.
Já com os dois pedidos de patentes dos novos processos catalíticos em mãos, o grupo busca agora o apoio de empresas ou setores da aviação civil ou militar, para realização dos testes de campo.
Além de não concorrer com a produção de alimentos, Flávio Gonçalves destaca que a matéria-prima utilizada pode ser obtida de subprodutos de processos industriais envolvendo uma série de biomassas.
Ao contrário das oleaginosas mais utilizadas para produção do biocombustível, como o pinhão-manso, o insumo não necessita de novas plantações, nem de estudos ou testes de produção.


Biocombustível de aviação

O bioquerosene tem algumas características que tornam seu controle de qualidade mais rigoroso que o de outros biocombustíveis.
Há um fator de risco muito elevado no biocombustível de aviação porque a maioria dos combustíveis tende a congelar nas baixíssimas temperaturas das altitudes a que os aviões são submetidos.
Assim, como o querosene de aviação tradicional, o biocombustível precisa ter o mesmo ponto de congelamento em níveis inferiores a essas temperaturas. Esses parâmetros já foram testados em laboratório com sucesso.
Resta agora apoio de empresas para o teste em aviões. É preciso garantir o funcionamento das turbinas, sem falhas, o que requer um combustível com elevado grau de qualidade.
As vantagens, no entanto, são muitas, além de vir de fonte renovável e sustentável, o processo verde de produção do biocombustível reduz a geração de gases causadores de efeito estufa.